E então?

Sexta-feira, Setembro 08, 2006


Entre um espirro e outro. Eita alergia que não me larga!

Na porta do quarto: É aqui que a sanidade desiste e o amor começa.

Cadê?



Li duas coisas interessantíssimas no blog da Marina W. que me deixou com uma puta vontade de atualizar isso aqui.

1) "Às vezes as pessoas deixam que os mesmos problemas as tornem infelizes por anos à fio, quando deveriam dizer apenas e daí? Essa é uma das minhas expressões favoritas; e daí? minha mãe não gostava de mim. E daí? Meu marido não faz amor comigo. E daí? Não sei como consegui sobreviver aqueles anos todos, antes de aprender esse truque. Custei muito a aprendê-lo - mas uma vez que a gente aprende, nunca mais esquece"

Dos diários de Andy Warhol

2) "É sério Não sei em que programa ouvi, ou onde li - provavelmente em alguma revista no cabelereiro -, que quando um homem abraça uma mulher demoradamente, mexe com uma parte do cérebro dela, que faz com que ela sinta muita confiança nele. E, para que a gente não sofra depois, temos que pensar bem se o abraço vale à pena. Não é bobeira, é científico o lance. Coloque na sua agenda. Por via das dúvidas, já coloquei."



Eu sempre vou preferir escrever quando estou mais pra lá do que pra cá. A tristeza me deixa meio confusa, meio afobada, meio querendo achar solução rápida pros problemas como se eu não soubesse que pra isso, só o tempo. Bom, as últimas coisas boas que fiz por esses dias foi, além de estar perto de pessoas que amo e que sei que nunca vão me fazer mal, comprar um all star novo, comer tapioca quente, andar de bicicleta na Lagoa me sentindo num clip de "...vou te contar/ os olhos já não podem ver..." e programar uma viagenzinha até ali que não deu certo mas que me deixou feliz só de pensar que poderia ter sido boa.

Li ontem uma matéria na revista do JB que falava sobre a solidão do povo brasileiro. Daí fizeram uma enquete com a pergunta: Você tem medo de que?
Da morte que nada. A maioria das pessoas tem medo é de ficar sozinho.
Caraca, fiquei pensando em mil coisas.
Semana passada, por exemplo, fiz uma viagem de ônibus ao lado e uma senhora bem velhinha. Passei boa parte da estrada pensando no que ela pensava da vida naquela altura do campeonato. Doideira viver pensando nessa contagem regressiva mas é inevitável.
Sorte de quem viveu bem, fez o que quis, tem boas lembranças, boas fotos e criou elos pro resto dessa nossa breve vida.
Eu quero isso pra mim!



Sabe quando uma música entra na vida da gente de modo que não conseguimos parar de ouvir? Foi mais ou menos assim com Mapa da Mina. A melodia é tão gostosa... e tão... tão viciante... :)

Nosso tesouro é nossa cor
pele de ouro macia de se ver
preciosa visão
vi seu rosto em sonho revelar as ondas dessa canção
mina de ouro lapidar
jóia criada na força do olhar
o que eu vou te dizer
veio na mensagem que encontrei numa garrafa no mar
mapa da mina me ensina o caminho real
pedras tão raras
tudo sincero vem desse seu brilho natural
gema, rubi, diamante meu buiraquitam
essa riqueza é que que faz a nossa vibração



Bons tempos. Eu e Marco num pier aqui em Niterói no começo do começo do começo. Há uns 8 anos atrás. :)



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