E então?

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007


Já que ainda me falta plantar uma (ou várias) árvores, ter um filho e escrever um livro, vou tentar começar pelo livro que, convenhamos, dá beeeeeem menos trabalho que ser mãe.
Adoraria ter peito pra escrever um romance mas me falta muita coisa.
Bora tentar essa coisa de receitinhas gostosas. Ultimamente estou adorando cozinhar (mesmo quando erro a mão no sal).
Amigos amados, se interessar, leia e participe. Uhu!!!


E então?

Pra recomeçar o blog... uma homenagem ao meu inspirador. :)


E então?

Segunda-feira, Outubro 16, 2006


"...No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais..."

Sempre Maromba; outubro de 2006


E então?

Quarta-feira, Outubro 04, 2006


"Quando você acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as peguntas."

Hoje, como de costume, acordei, liguei o som e fui tomar banho.
Optar por uma rádio ao invés de um cd pode trazer boas surpresas. Sim, pq se você escolhe um cd que goste (claro!), está certo que você vai ouvir um som bom mas daí estará anulada a possibilidade do inesperado. Por isso gosto de ouvir rádio pela manhã. :)
Assim que liguei o chuveiro começou a tocar CASA NO CAMPO, na voz da Elis Regina.
Bem oportuno pros dias que estou vivendo.
Saudades demais da serra, de Maromba, de mato, de mim. :)
Que chegue logo o feriado!

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
e nada mais


[Sá, Rodrix e Guarabira]

Fotinhos de um final de semana em Trapiche; Serra de Macaé.
Esse sol aí não é sol, é lua. Lindíssima, por sinal.
Eu e Marco, Marco e eu, sempre.


E então?

Sexta-feira, Setembro 08, 2006


Entre um espirro e outro. Eita alergia que não me larga!

Na porta do quarto: É aqui que a sanidade desiste e o amor começa.

Cadê?



Li duas coisas interessantíssimas no blog da Marina W. que me deixou com uma puta vontade de atualizar isso aqui.

1) "Às vezes as pessoas deixam que os mesmos problemas as tornem infelizes por anos à fio, quando deveriam dizer apenas e daí? Essa é uma das minhas expressões favoritas; e daí? minha mãe não gostava de mim. E daí? Meu marido não faz amor comigo. E daí? Não sei como consegui sobreviver aqueles anos todos, antes de aprender esse truque. Custei muito a aprendê-lo - mas uma vez que a gente aprende, nunca mais esquece"

Dos diários de Andy Warhol

2) "É sério Não sei em que programa ouvi, ou onde li - provavelmente em alguma revista no cabelereiro -, que quando um homem abraça uma mulher demoradamente, mexe com uma parte do cérebro dela, que faz com que ela sinta muita confiança nele. E, para que a gente não sofra depois, temos que pensar bem se o abraço vale à pena. Não é bobeira, é científico o lance. Coloque na sua agenda. Por via das dúvidas, já coloquei."



Eu sempre vou preferir escrever quando estou mais pra lá do que pra cá. A tristeza me deixa meio confusa, meio afobada, meio querendo achar solução rápida pros problemas como se eu não soubesse que pra isso, só o tempo. Bom, as últimas coisas boas que fiz por esses dias foi, além de estar perto de pessoas que amo e que sei que nunca vão me fazer mal, comprar um all star novo, comer tapioca quente, andar de bicicleta na Lagoa me sentindo num clip de "...vou te contar/ os olhos já não podem ver..." e programar uma viagenzinha até ali que não deu certo mas que me deixou feliz só de pensar que poderia ter sido boa.

Li ontem uma matéria na revista do JB que falava sobre a solidão do povo brasileiro. Daí fizeram uma enquete com a pergunta: Você tem medo de que?
Da morte que nada. A maioria das pessoas tem medo é de ficar sozinho.
Caraca, fiquei pensando em mil coisas.
Semana passada, por exemplo, fiz uma viagem de ônibus ao lado e uma senhora bem velhinha. Passei boa parte da estrada pensando no que ela pensava da vida naquela altura do campeonato. Doideira viver pensando nessa contagem regressiva mas é inevitável.
Sorte de quem viveu bem, fez o que quis, tem boas lembranças, boas fotos e criou elos pro resto dessa nossa breve vida.
Eu quero isso pra mim!



Sabe quando uma música entra na vida da gente de modo que não conseguimos parar de ouvir? Foi mais ou menos assim com Mapa da Mina. A melodia é tão gostosa... e tão... tão viciante... :)

Nosso tesouro é nossa cor
pele de ouro macia de se ver
preciosa visão
vi seu rosto em sonho revelar as ondas dessa canção
mina de ouro lapidar
jóia criada na força do olhar
o que eu vou te dizer
veio na mensagem que encontrei numa garrafa no mar
mapa da mina me ensina o caminho real
pedras tão raras
tudo sincero vem desse seu brilho natural
gema, rubi, diamante meu buiraquitam
essa riqueza é que que faz a nossa vibração



Bons tempos. Eu e Marco num pier aqui em Niterói no começo do começo do começo. Há uns 8 anos atrás. :) Só o amor não muda.
[...tenho a impressão de que vamos ficar juntos pra sempre...]


E então?

Segunda-feira, Julho 24, 2006


[... viver é bom nas curvas da estrada/ solidão que nada...] Cazuza!

Viajar é, depois daquelas coisas básicas, a coisa que eu mais gosto nessa vida.
Essa coisa de sair sem rumo, sem destino, ficar 3 dias usando a mesma roupa, conhecendo e revendo gente simples é encantador. Sempre foi pra mim.
A combinação araucária e verdes mil + lua cheia + céu estrelado + pessoas e pessoas e pessoas + música boa é felicidade garantia na minha vida. :)

Tirei mini-férias e voltei nostalgica, com saudades de tudo e com vontade de mais, de mudar, de viver na estrada. Isso está dentro de mim desde que nasci, eu acho. Raras são as vezes que volto da serra querendo voltar e é sempre a mesma coisa: reflexões e mais reflexões sobre essa vidinha todo-dia-tudo-igual que a gente vive por aqui. Eu odeio buzina, odeio multidão, odeio andar na rua e não falar bom dia com ninguém.

Cidade que é cidade tem mesmo que ser lugarzinho e lugarzinho não pode ter mais de 300 habitantes e menos que 100 vacas. :))

Das utopias
Mário Quintana

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!


As fotos pras meninas que não foram. :)
Estradas de Minas + Mirantão + Santo Antônio + Carvalhos + Franceses + Aiuruoca + Vale do Matutu + Maromba Maromba Maromba


E então?

Quarta-feira, Junho 21, 2006


[... Moça bonita, seu olho brilha/ Qual estrela matutina/ Eu também não sei se é...]

Fotos misturadas de todas as comemorações (merecidíssimas) do aniversário da minha irmã amada, Mila Moça Bonita. :)


E então?

Sexta-feira, Junho 02, 2006


[...Sopro cor de anilina de cor que não se via, via Amaralina...] Amaralina, Comadre Fulozinha

Tudo que vem do Recife e do nordeste em geral me parece tão puro, tão mais Brasil, tão poético, tão encantador...
Os livros que me fizeram sonhar tinham suas histórias contadas em alguma cidadezinha bem pequeninha de algum interior ou de algum sertão daquelas bandas.
Todo poeta e toda poesia, incluíndo as melhores músicas da minha vida, vieram de lá. Os mais famosos e os anônimos também.
Tudo é criativo, é meigo, é simples e é natural.
A dança é leve. Tem coisa mais gostosa que ciranda? E o "uh" quando os passos se encontram no meio da roda? Lindo, lindo...
Até as cores do sertão são as minhas cores preferidas. A cor do chão, barro vermelho e a cor do céu que nem dá pra explicar.
Tem as flores, a cor dos cactos e tudo mais.
O sotaque, as palavras ínventadas, a literatura de cordel e os desenhos em nanquim.
Se, aqui pelo Rio, me vejo perto dessa cultura interiorana do nordeste me bate uma nostalgia estranha como se eu tivesse vivido uma vida inteira em algum lugar assim, em alguma cidade bem miúda com nome bem lindo e cheia de pessoas muito talentosas.
Quando eu digo que, se pudesse viver uns dias a vida de alguém, adoraria saber como seria ser Maria Bonita, é muito verdade.

O certo é que Lampião
Tinha o coração de aço
Beijava qualquer morena
Mas não queria embaraço
Mas vivia apaixonado
Por não haver encontrado
A rainha do cangaço.

Porém um dia feliz
Ele encontrou sua dita
Bem perto de Paulo Afonso
Numa casinha catita
Estava seu grande amor
Uma melindrosa flor
A "tal" Maria Bonita.

[Versos de Antonio Teodoro dos Santos, publicados no folheto de cordel "Lampião, o Rei do Cangaço"]


E então?

Quinta-feira, Maio 25, 2006


Dia desses, passeando pelo mercado (que é lindo e eu não conhecia) de flores e frutas e outras coisas do Leblon, ganhei uma mega pinha. Fazia tempo que eu não comia pinha e daí eu lembrei que, quando eu era criança, se me perguntassem minha fruta preferida eu nem pensava duas vezes em responder: Pinha. Adoro pinha! :))

Tava conversando com o Marco nessa mesma tarde fria (e inspiradora) no Leblon sobre a graça do saudoso icq. Até a internet que é o auge da modernidade já traz nostalgia. Primeiro, a florzinha do "conectando" era mais emocionante que o bonequinho do msn é. Eu ficava arrasada quando, com aquela conexão péssima da época, a florzinha tentava ficar verde e terminava no vermelho. Depois tinha todas aquelas opções de invisível, online pra você, offline pra não sei quem. A gente tinha opção! :)) E era ótimo poder escolher só ter uma janela piscando na sua tela. Dedicação integral ao papo bom de essa ou aquela pessoa. Uma beleza...



Coisa linda maracarrão tipo espaguete quando a gente coloca na água quente né? Parece jogo de pega varetas.



O tempo passa! O tempo voa! E tem coisas na minha vida que mudam muito. Por outro lado, tem coisas que mudam nada.
Geralmente o amor não muda. Ou melhor: muda, mas não passa.

[Todo nosso conhecimento tem princípio nos sentimentos] Leonardo da Vinci



Penedo é uma graça de lugar. Todos os bares se preocupam em ter uma logomarca bonitinha, alguém tocando música boa e mesas com cadeiras fofas.



[.. How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?...]
Bob Dylan


Meu primeiro contato com o mundo hippie foi também o meu primeiro contato com Bob Dylan. Eu nem imaginava o que viria depois. :))
Estava em São Tomé das Letras com uns 14 anos quando, de cara, vi um hippie lindo e tratei de puxar conversa (não pela beleza mas pelo fato de ser hippie e, naquela época, eu achava os hippies de verdade seres evoluídos. Hoje entendo que eles são metade paz e amor e a outra metade só Deus pra explicar. Seres complexos apesar de tudo). Além de ganhar uma pulseira feita e pedras com durepox (que guardo até hoje), guardei as poucas coisas que ele me disse. Jimmi Hendrix, Bob Dylan e Janis Joplin são os melhores sons do mundo. :)) Tá bom! :)) Andei ouvindo muito Bob Dylan por esses dias e lembrei desse tempo. How does it feel to be without a home? :))



Será que Tarsila conheceu Maromba? :)
Esse desenho chamado Pau Brasil é igualzinho aos vales lá pros lados da Serra da Mantiqueira.




E então?

Terça-feira, Maio 09, 2006


Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. [Adélia Prado]



Eu adoro receber sedex. Tenho a impressão que meus olhos brilham quando se deparam com aquele envelope azul e amarelo na mão do porteiro. Penso assim: se é sedex, é importante. Tem seu valor. :))



Showzinho muito bom do Alceu Valença no Circo Voador sábado. Incrivel como música boa atrai pessoas legais pros lugares. Tava um clima de paz muito bacana. Ele falou 30 plavrões e usou uma capa e um chapéu igualmente misteriosos mas cantou divinamente. Em todos os shows que fui dessa figura, acontece dele mandar apagar todas (todas!) as luzes do lugar e pedir para as pessoas acenderem isqueiro, celular ou qualquer luz portátil. Daí ele fica cantando o refrão de "Ai de ti, Copacabacana" que diz assim: No mar, ô ô no mar... É lindo! Eu quase chorei, claro. :)

[Eu te procuro
No Leblon, Copacabana
Vejo velas de umbanda
Um buquê jogado ao mar
Um marinheiro, estrangeiro, desumano
Deixou seu amor chorando querendo se afogar

No mar,
Oh, oh, no mar...]



[Do Aurélio: Egocentrismo é a característica que define as personalidades que consideram que todo o mundo e todas as pessoas giram ao redor de si próprio.
A criança com cerca de 3 anos passa pelo período chamado egocentrismo, pois ainda não compreende que faz parte de uma sociedade, imaginando que todo o mundo gira em torno de si mesmo.]

Não sou egocêntrica, como disseram dia desses aqui, nem tenho 3 anos mas adorei essas fotos na webcam do Marco. :)




E então?

Terça-feira, Abril 25, 2006


Ê, meu pai, olha teu filho meu pai
Ê, meu pai, ajuda o filho meu pai
Quando eu cair no chão segura a minha mão
Me ajuda a levantar para lutar
Se o medo da loucura nessa estrada escura
Me afastar da luz que me conduz
Se eu me sentir sozinho ou sair do caminho
E a dor vier de noite me assustar
Ê, meu pai, olha teu filho meu pai
Ê, meu pai, ajuda o filho meu pai
[Raul Seixas]

É possível alguém amar um lugar como esse ama uma pessoa? Sim, é.
Tem vezes que chego na praça de Maromba e é como se fosse a primeira vez. Penso e repenso em tudo que ainda quero viver por lá e em todas as coisas boas que já vivi. Se felicidade fosse "contável", Maromba faria parte de uns 80% dos meus momentos felizes e dos meus aprendizados nessa vida.
Esse final de semana tudo estava como nos velhos tempos. Solzinho de dia, céu azul muito azul azul mesmo e madrugadas frias. A barraquinha de pinga do Célio, fogueira na praça e o repertório saudoso e delicioso do Robson. Vou amar esse lugar pro resto da minha vida e, de certo, levarei meus filhos pra brincar na praça um dia.
Já quis ter um bar por lá, já quis largar tudo e ir morar na serra, já quis trabalhar como fotógrafa do jornal local, já quis casar na igreja azul e branca da praça, já quis que várias noites fossem eternas, já quis comprar um terreno perto do Poção, já quis escrever um livro em homenagem ao paraíso, já quis e ainda quero muitas coisas que façam Maromba se eternizar na minha vida (como se fosse preciso) e agora quero ter uma pousada lá, pra daqui uns anos, reunir todos os meus amigos e suas respectivas proles no universo paralelo que Mauá é. Se for assim, serei mais feliz. :))

Legenda :))
Jô, Rogério e eu no Moisés + Serra da Mantiqueira + Eu + Eu e Bianca no seu Tatão + Lúcio + Eu + Eu no Escorrega + o Poção + o Escorrega + MIla e o melhor bombom de nozes do mundo + Ipê + Quase Mauá + Casinha no Escorrega + Mirante

E então?

Quarta-feira, Abril 19, 2006


Mente inquieta, muita vontade de escrever qualquer coisa mas sem assunto que preste. O que diriam? Fique quieta então. Mas a moça aqui quer escrever qualquer coisa pra passar o tempo do "recreio". Recreio aqui na agência é: Chegamos do almoço e, como comemos rápido, temos um tempinho de sobra pra ver os e-mails e mexer no orkut dos outros. Não que eu não faça isso o dia todo mas nesse horário a parada é free. :)) Às vezes precisamos agir como se houvesse um chefe aqui dentro ou então vira zona. Vira? :))



Ah, vi aquele filme mamão com muiiiiiiiiiiito açucar... De repente é amor. Fofo, muito fofo. Os dois se conhecem meio por acaso (adoro) e rola um lance com fotografia (adoro duas vezes) e depois, ao longo dos anos, entre muitos amores e desamores, eles vivem se reencontrando. Tudo muito lindo. Muitos anos se passam, muitas coisas mudam na vida dos dois e, por fim, temos a prova de que o tempo só melhora a gente. Pelo menos por dentro.



A palavra tanto é linda. "por tanto amor..."



Emprestei meu livro Os sonhos não envelhecem do clube da esquina pra alguém e não lembro quem. Alguém me ajuda. Quero reler.



[Só há duas espécies de mulher: deusas e capachos] Pablo Picasso.
Li essa frase do Picasso e tava lembrando da exposição que vi há uns anos atrás. As mulheres, enquanto "suas", eram pintadas de um jeito lindo e depois, quando o romance acabava, ele fazia miséria com as sujeitas. Feio isso. Compreensível sim mas não ficava nada de bom do passado? Eu não saberia ser assim. Nem forografia eu consigo rasgar. Aliás, nunca consegui entender essas coisas de raiva desmedida com pessoas que foram tão próximas. E olha que, em alguns casos, já tive até motivo. Mas... enfim, que fique só o que é bom.



Nos próximos meses, pelo visto, gastarei boa parte do meu pouco dinheiro comprando roupinhas e sapatinhos e todos os inhos feitos para bebês. Crianças estão por vir para alegrar (e renovar) a vida da gente.Isso me faz pensar em muitas coisas do tipo:
1) Não estou preparada pra ser mãe pq, quando penso, fico desesperada e isso não é um bom sinal.
2) Ainda não me relacionei com um homem que me faça pensar que seria o pai dos sonhos.
3) Existe, por enquanto (e eu espero que por pouco tempo) um lado egoísta dentro de mim que não me deixa pensar que será só bom.
4) Eu ainda não tenho cara de mãe.
5) Falta grana.



Recebi um e-mail enorrrrrrrrrrrme que falava de muitas coisas misturadas e lá no meio tinha esse trecho e é lindo e eu adoro o filme e também acho a cena uma coisa e é isso. :)) (Conheci um cara que falava "é isso" de 2 em 2 minutos e, ao contrário do que possa parecer, eu achava muita charmosa essa mania)

"No filme Perfume de Mulher, há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde:

- Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos.

- Mas em um momento se vive uma vida - responde ele, conduzindo-a num passo de tango."



Fotos, fotos, fotos. :))




E então?

Segunda-feira, Abril 10, 2006


...Se a noite
não tem fundo
O mar perde
o valor
Opaco é o fim
do mundo
Pra qualquer
navegador...
[Chico Lindo Buarque]


Hoje, muito por acaso, vesti uma roupa que quase nunca uso e que L. adorava. Prendi o cabelo de um jeito que papai sempre implica e me veio uma voz dizendo: Você fica linda assim mas tira esse penteado pq seu pai odeia. :)) Ser humano nasceu mesmo pra sentir saudade. Argh.



Se pudesse, teria escrito um post ontem, bem tarde, sentadinha no sofá com um caderno apoiado na perna e um lápis na mão. Foi a hora que senti vontade de escrever coisas e coisas e coisas. Mas não lembro exatamente o que era. :))



De Van Gogh à Pipoca de Microondas
[Por Rodrigo Rezende e Alexandre Versignassi, da Super Interessante, com cortes pq fiquei com preguiça de digitar o que me pareceu supérfulo]

VAN GOGH era holandês, esbanjou cores berrante, formas distorcidas e pinceladas nervosas (adorei isso!). Depois de sua morte, virou a maior influência do expressionismo (que é meu estilo preferido pq realmente se preocupa mais em retratar as emoções que reproduir essa realidade sem graça). No começo do século 20 essa tendência bombou e relegou os pintores mais certinhos... Um deles era o jovem ADOLF HITLER, austríaco, 18 anos na época e que acabou sendo considerado um artista medíocre. Triste por não ter conseguido entrar para a Academia de Artes de Viena, foi buscar consolo na cerreira militar. Em 1930 tornou-se chefe do Estado Alemão. Censurou o expressionismo e em 1939 deu início a uma obra controversa: A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Depois de ver Hitler fazer muita "arte" no mapa da Europa, as outras potências apelaram para a ciência na tentativa de reverter a vantagem de Hitler no conflito. Já que a maior conquista da Alemanha era o domínio aéreo, investiram no desenvolvimento da tecnologia bélica que infernizou a vida dos alemães. O RADAR. Depois do ataque de Pearl Harbor, em 1941, os Estados Unidos entraram na guerra e começaram a fabricar radares em massa. Enquanto trabalhava em uma dessas fábricas, um cientista sentiu uma coisa derreter em seu bolso. Era uma barra de chocolate. Intrigado, pegou milho e colocou perto dos equipamento de pesquisa. Os grãos estouraram. Era o nascimento da PIPOCA DE MICROONDAS (que eu, Érika, acho meio sem gosto). Sim, radares irradiam microondas no ar para detectar coisas. Ainda em 1947 saiu o primeiro forno desse tipo no mercado com o nome de Radar Range (fogão-radar). Mas eles só viraram sucesso de venda décadas depois do lançamento, que nem as obras de Van Gogh.



Para Birolda, algumas fotos do nosso carnaval. :))


E então?

Terça-feira, Abril 04, 2006


[você é meu caminho, meu vinho, meu vício desde o início estava você]

Tenho muitos sonhos, como todo mortal, mas um deles me parece estar se aproximando do mundo real. Sempre quis ter um bar como todos que procurei até hoje e nunca (nunca) achei. Cheguei perto do "meu conceito de perfeição" com o Bambu Blues (que tinha um nome super próprio) em Maromba (Mauá) mas apesar do nome, do lugar, da música, da interessante não-arquitetura, do bacana não-design e dos personagens perfeitos, faltava comida e bebida. Depois veio o São Dom Dom que tem nome fofo (fica em São Domingos, por isso o Dom Dom), pessoas idem, retirantes de Mauá vagando pelo bar e o Ivo cantando mas é em Niterói e eu não quero um bar por aqui. Daí tem o Simplesmente que é em Santa, tem o nome que eu adoraria pro meu bar e cerveja gelada pros meus amigos que bebem todas mas falta música. Posso dizer que, achando um bom nome, meu bar será um encontro meu comigo mesma. Haverá comidinhas deliciosas, sanduíches inspirados na minha geladeira quase vazia, cerveja em garrafa com copo de boteco, muita coca-light de garrafinha de vidro, batata frita gigante, azeitonas transgênicas (vou investir nas pesquisas), mesa de madeira, muita cor, muita tranqueira bacana nas paredes e tetos, música boa com parcerias inusitadas, muitos instrumentos de percussão e visitas frequentes dos habitantes de Campo Alegre (Campo Alegre é uma vila de Mauá onde, por acaso ou não, encontram-se as figuras mais figuras que já conheci nessa minha vida).

Meu bar será uma junção da minha casa com a minha alma onde os meus amigos e desconhecidos entrarão livremente e terão que se preocupar, apenas, em pagar a leve conta no final. Nem quero dinheiro, quero me divertir e só.



[my sweet lord/ oh my lord/ i really want see you]



A cada dia me surpreendo mais com o orkut. Não com o orkut em si mas com as possibilidades do orkut.
Dia desses, muito sem querer e muito coincidentemente, achei uma pessoa que eu não queria achar na rede de uma pessoa que eu não conhecia e passei a conhecer muito por acaso. Fui deixar um scrap e me deparei com aquela coisa toda de "eu conheço essa foto mas de onde mesmo?" Enfim, passei algumas horas alienada pensando em como a falta de privacidade é legal. :))
Mexer no orkut dos outros é uma terapia genial.
E, reforço a minha tese de que, se quiser, posso praticamente casar com uma pessoa só analisando as comunidades que ela frequenta. Não é exagero. Dá uma olhadinha nas comunidades, dá uma lidinha nos scraps, interesse-se (isso existe mesmo?) pelo perfil e pronto. Está traçada a personalidade adorável ou não de um ser com o qual você pode nunca ter trocado duas palavras. Claro que vai faltar toda a magia do teti-a-teti mas isso a gente dá um jeito pq antes de casar tem que ficar, namorar e noivar. Dá tempo! :))

[como fui levando não sei explicar/ fui assim levando ele a me levar]



Tem uma locadora no caminho agência-casa (e não no caminho casa-agência*) que resolveu fazer uma promoção muito simpática que é, sem querer, um planinho de fidelização perfeito. Toda segunda os filmes custam apenas R$2,00. Muito bom, muito bom. Sendo assim, alugo 4 (mesmo sabendo que nunca vou conseguir ver todos) pois tenho um problema sério com mudança de humor. Enquanto estou na locadora, penso que quero ver um suspense e, chegando em casa, me derreto vendo Belíssima (que eu acho um saco mas não perco e me abalo com os problemas de "Zúlia") e daí fico seca por um romancezinho mamão com mel que vai me fazer dormir muito bem às 2 da madrugada. Ontem me dei conta que sou previsível demais. A locadora tem umas 10 prateleiras separadas por lançamento, romance, drama, comédia, aventura, supense, terror e por aí vai. Daí, no canto, tem uma prateleira que não tem especificação nenhuma. Entendi que são os filmes que o cara que arruma as caixas não soube definir. Pois bem, dessa prateleira eu já vi todos os filmes. Achei curioso. Portanto nem adianta me perguntar qual é o tipo de filme que gosto. Não sei. Todos da pratelteira sem especificação e ponto. :))
Ontem vi "ENTRE DOIS AMORES". Fotografia linda, África triste e não menos linda, Robert Redford lindíssimo com uns 18 anos (exagero) e o mesmo ar sedutor, história de chorar e amor né? Adoro amor. :))

Locadora Virtual: Rua Gavião Peixoto... bem ao lado do prédio em que morei (e fui tão feliz), perto do Bob´s. :))

*mesmo andando e não de carro nunca consigo ir para a agência pelo mesmo que caminho que volto e olha que já tentei algumas vezes.

[de saia branca costumeira gira o sol que parou pra olhar]



Participei de um casamento e uma frase me deixou pensativa por muitos e muitos dias. Não pensem em religião ou na cerimônia do casamento em sim. Pensem na frase isolada. O que Deus uniu o homem não separa. É meu lema!

[dá tua mão/ olha pra mim/ não faz assim/ não vai dar não/ os letreiros a te colorir embraçam a minha visão]



E chega de escrever. Trabalhar é preciso. :))

ctrl c + ctrl v (marina w.)
Geração esperta

- Você não acha triste precisar matar um amor?
- Matar? Não, a gente só desloca o amor para outra pessoa.


E então?

Terça-feira, Março 21, 2006


Quero trabalhar muito pra ganhar muito dinheiro e daí viajar muito e comprar todos os presentes pro meu sobrinho. Vou ser titia. :)) Imagino o quão incrível é ter uma criança na família.

Amanhã tem show do Luiz Melodia e eu estou animada desde quarta passada quando eu, muito desligada, quase fui ao show errado. Ele é um fofo e eu choro com boa parte das músicas que ele canta. [O pôr do sol vai renovar brilhar de novo o seu sorriso...]

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